sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Grávida de gémeos

Em primeiro lugar, confesso que não estava à espera ficar grávida de gémeos, embora o Pedro tenha história de gémeos na família. Olhando para trás, houve alguns indícios. Os sintomas começaram muito mais cedo do que na gravidez da F.: enjoos (nesta gravidez, nocturnos e não matinais); cãibras na barriga (que nem sabia possíveis); barriga visível (da última vez, só tinha ganho forma aos cinco meses, mas, desta vez, com quatro meses, estou com a barriga que tinha aos seis meses de gravidez da F. - acho que vou ficar uma bola!). 
Descobri às seis semanas, na primeira ecografia e, perante o óbvio, fui a primeira a verbalizar:
- São dois, não são, Drª F.?
Resposta:
- Não posso acreditar! Não posso acreditar! São dois, são!
O Pedro e a médica ficaram imediatamente entusiasmados e comovidos. Eu fiquei em estado de choque, que só desapareceu passado dois dias. Lembro-me de estar na marquesa e só fazer perguntas como estas:
- Onde é que vamos pôr três crianças? (é preciso dizer que vivemos num T2)
- Será que cabem três crianças no carro que encomendámos?
- Como é que vou colocar três crianças no meu carro?
- Como é que vamos pagar três colégios?
Entretanto, algumas questões logísticas foram relativizadas, e outras resolvidas (vamos trocar de quarto com as crianças e fazer uma reforma nos dois quartos; o carro novo dá perfeitamente para as três crianças; quando for possível, trocaremos o meu carro).
A família ficou entre o entusiasmada e o chocada. De resto, essa é a reacção da maioria das pessoas. Aviso: se ficarem grávidas de gémeos contem com reacções muito positivas e entusiásticas, e reacções menos positivas e desanimadas. Nós, por exemplo, ouvimos algumas expressões como "Que horror!", "Socorro!", "Não dormi a noite toda a pensar em vocês" (quando as pessoas estão chocadas, por vezes, não medem as palavras, mas não eram mal intencionadas) e perguntas como "Estão contentes?". Sim, estamos muito contentes, mais do que isso, sentimo-nos abençoados! É verdade que, quando voltámos a tentar engravidar, não previmos que teríamos gémeos, mas ter filhos é uma alegria indescritível e eu sempre sonhei com uma família de cinco. 
Também nunca pensei que seria mãe de dois rapazes. Como já afirmei por aqui, sempre adorei o universo cor-de-rosa e pensei que, quando voltasse a ser mãe, provavelmente, seria doutra menina. Mas, ao contrário das estatísticas (a combinação mais improvável para gémeos são dois rapazes) e das previsões das restantes pessoas, fui afirmando que seriam dois rapazes (alguma coisa me dizia que era o que estava nas cartas) e, pelos relatos de outras mães de meninos, acho que vou apaixonar-me por este universo azul-bebé (neste momento, já estou completamente enamorada pela ideia). Prometo que vou partilhando as minhas descobertas e paixões por aqui ;).

Se houver por aí mães de gémeos, ou mães de famílias numerosas, com conselhos e dicas úteis agradeço!

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A importância do café

No outro dia, estávamos na cama (não comento as horas para não ser crucificada) e ela não parava de mexer-se, pelo que digo-lhe:
- F., temos de dormir. Já é muito tarde!
- Mãe, preciso de um café.
- De um café, F.?
- Sim, mamã, de um café.
- Porque é que precisas de um café?
Fica a pensar e responde:
- Para funcionar, mamã, para funcionar.

É necessário que referir que eu não bebo café, o pai bebe pouco e depois de termos questionado todas as pessoas do seu convívio onde é que ela teria ouvido esta expressão ainda não descobrimos...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Conselhos para as grávidas

  • Antes de mais, frequentem as consultas pré-natais e realizem todos os exames solicitados;
  • Tenham cuidado com a alimentação, fazendo pequenas refeições várias vezes ao dia;
  • Bebam muita água, cerca de dois litros por dia;
  • A auto-medicação está proibida;
  • Encontrem um médico com o qual se sintam confortáveis e seguras;
  • Tomem os suplementos aconselhados;
  • Utilizem um creme de hidratação duas vezes ao dia - existem inúmeros cremes gordos no mercado, alguns bem acessíveis (a minha escolha: D'AVEIA anti-estrias);
  • Filtrem conselhos e histórias (parece toda a gente tem uma história aterradora para contar depois de descobrirem que estamos grávidas e, se é verdade que, por vezes, as coisas não correm bem, a verdade é que, a maioria das gravidezes, corre bem e tem um final feliz);
  • Registem os momentos mais importantes;
  • Evitem situações indutoras de ansiedade (se for necessário, ausentem-se enquanto respiram fundo);
  • Cuidem-se e mimem-se;
  • Evitem esforços ou levantar pesos excessivos;
  • Evitem sapatos com salto;
  • Andem uma ou duas horas por dia, a não ser que haja indicação médica contrária;
  • A partir das 32 semanas, tenham tudo a postos (ajuda por aqui e aqui);
  • Se possível, envolvam o pai e os outros elementos da família;
  • Aproveitem e celebrem este momento, que é único;)!!!
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Gravidez da Francisca

Neste mundo, da blogosfera, os relatos das gravidezes são, quase sempre, cor-de-rosa e as imagens são semelhantes às das revistas, em que as mulheres aparecem com um sorriso de orelha-a-orelha, felizes e serenas. A minha gravidez também foi vivida, a maior parte do tempo, com um sorriso de orelha-a-orelha, mas também existiram angústias, preocupações e alguns imprevistos. Para começar, estava tão entusiasmada com a notícia que contei a toda a gente apenas com o resultado do teste de sangue na mão. Depois, quando fui à minha ginecologista, levei uma descompostura porque "até às 12 semanas nunca se sabe". A primeira ecografia também não foi o que eu esperava. A minha ginecologista de então (depois desta primeira experiência, troquei de médica, o que veio a revelar-se uma excelente decisão) resolveu fazer a ecografia por cima da barriga e, quando eu vi o saco vazio, o meu coração parou. Perguntei: - "Está vazio, não está, Drª?". Em vez de ser tranquilizada pela médica (afinal, estava apenas com seis semanas e não era suposto ver-se o embrião), esta ordenou-me que fosse despejar a bexiga e regressasse para fazermos outra ecografia (transvaginal). Escusado será dizer que fiquei uma pilha de nervos e só sosseguei quando, finalmente, vi que existia um embrião, ainda com ar de girino, dentro do saco. Saí cá para fora com o coração ainda apertado, a viver um turbilhão de emoções, e ainda com as palavras da médica sobre as doze semanas e ecoarem na minha cabeça. Este discurso foi repetido por alguns familiares e amigos quando perguntavam com quantas semanas eu estava.* 
Depois de alguns telefonemas à minha irmã (que também estava grávida), a perguntar se as moinhas que ia sentindo eram normais, e os enjoos típicos do primeiro trimestre, a gravidez foi vivida com serenidade e satisfação.
Em relação ao género, o desejo de ter uma menina era tão grande, que convenci-me que era um menino, mesmo quando, na ecografia das doze semanas, previram que seria uma menina (não queria criar expectativas que poderiam sair defraudadas). Aos quatro meses, tivemos a confirmação e foi uma alegria indescritível (de referir que, se tivesse sido um rapaz, a notícia também teria sido bem recebida). 
Contudo, às trinta e duas semanas, inesperadamente, foi-me diagnosticada diabetes gestacional e o descanso acabou-se, entre picar-me quatro vezes ao dia, uma dieta muito rigorosa (que deixava-me esfomeada), o ecocardiograma (para despistar problemas cardíacos decorrentes da diabetes gestacional), as idas à internet (erro!!!) e, no final da gravidez, as ecografias e CTG's constantes, a preocupação com o que aquele diagnóstico representava assaltou muitos dos meus pensamentos. Depois, às trinta e oito semanas, a minha nova ginecologista, que foi um dos meus grandes suportes durante a gravidez, teve de ausentar-se do país e fiquei entregue aos cuidados de outra médica (que revelou-se igualmente competente e atenciosa), onde fui informada que seria necessário avançar para uma cesariana (a minha ginecologista já previa, mas resolveu aguardar para dar-me a notícia). Foi mais um imprevisto, que tive de encaixar, mas não havia alternativa - a F. não tinha espaço para encaixar (incompetência feto-pélvica). 
Resumindo, não foi aquela gravidez serena e em constante estado de graça que aprendi a esperar dos relatos de outras grávidas e das páginas das revistas, mas foi como a vida é naturalmente: existiram momentos de muita alegria, algumas surpresas, ansiedades e serenidades, num momento de grande transformação, que representa um turbilhão de emoções para a maioria de nós...


* Nota para as grávidas: é verdade que a partir das doze semanas os riscos diminuem consideravelmente, mas isso não quer dizer que não possam viver a vossa gravidez com entusiasmo e tranquilidade, expectáveis e desejáveis neste momento da vossa vida.


Este foi um momento Limetree, um momento para mais tarde recordar...

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estações

Antes de ser mãe, gostava muito do Outono e do Inverno... das cores e luzes, do frio, de ficar no sofá a ver uma série tapada até ao pescoço por uma manta, de beber um chá ainda a fumegar e comer um bolo acabadinho de sair do forno, de ver a chuva cair lá fora enquanto recebia, de braços abertos, a preguiça. E, embora ainda goste de todas estas actividades, depois de ser mãe, percebi que estas duas estações trazem as constipações, as faringites e laringites, os malditos vírus, que parecem cada vez mais resistentes, o nariz constantemente a pingar, a tosse que teima em não passar, a dificuldade em fazer programas fora de casa e, consequentemente, mantê-los entretidos, o que resulta numa disposição muito diferente daquela que caracteriza os nossos piolhos na Primavera e no Verão. Por isso, agora, tirando o mês de Dezembro, que é um mês muito especial para mim ;), e para todos nós, por causa do Natal e tudo o que ele representa, dou por mim a desejar que as flores voltem a florir e o calor volte depressa, a sonhar com banhos de mangueira e piscina, idas à praia e ao parque, et cetera.



Este fim-de-semana, para combater a inércia, programei uma actividade: as meninas vão para a cozinha fazer bolachas com as formas que comprei na Imaginarium - edição de Natal. Certamente, não vão ficar como estas, mas isso também não é o mais importante ;).

Ainda de referir, tenho novidades bombásticas para vos contar e estou aqui a aguentar-me para guardar segredo, mas, se não for este mês, é já no próximo, por isso, fiquem atentos!!!