quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Empurrões e ansiedades

Já vos tinha contado por aqui que, todas as noites, a Francisca passa creme na barriga da mãe - é uma forma envolve-la na gravidez, um momento de ternura que ela partilha com os pais e os irmãos. Durante este ritual, sempre foi muito cuidadosa e carinhosa, mas ontem começou a empurrar a barriga de um lado para o outro. O pai foi avisando que não podia ser porque fazia dói-dói nos manos e na mamã, mas ela insistia nos movimentos. Estávamos atónitos, até ela explicar os seus motivos:
- Toca a mexer! Venham cá para fora. Venham cá para casa.
A mamã explicou que os bebés ainda precisam crescer e engordar porque ainda eram muito pequeninos e ela respondeu:
- Oh, bolas!

Pelos vistos, não são só os pais que estão ansiosos para conhecer e mimar os príncipes...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Cinderela e Branca de Neve

A Francisca, como a maioria das crianças, adora o Carnaval e, como a maioria das meninas, no que diz respeito a disfarces, elege as princesas. Este Carnaval, por aqui, tivemos uma Cinderela (festa de Carnaval da escola) e uma Branca de Neve (festa de Carnaval em casa dos avós) muito felizes e vaidosas (viu-se várias vezes ao espelho, disse que estava "uma beleza", rodopiou, cantou, e brincou com príncipes e princesas).

Hoje, o pai foi para a folia com ela (festa de Carnaval em casa dos avós com os primos) e eu fiquei em casa a fazer um bolo de laranja para os receber. E, vocês, tiveram de trabalhar ou também aproveitaram o último dia de Carnaval?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A escolha de uma nova escola

Já vos tinha contado por aqui que andava à procura de uma escola para a Francisca (a creche dela só vai até aos 3 anos). Esta questão andava a deixar-me algo ansiosa. As mudanças nunca são fáceis, especialmente quando estamos confortáveis na atual situação. Mas, são necessárias e, muitas vezes, incontornáveis.
Nesta questão, assim como nas restantes, acredito que as mães devem ouvir a sua intuição e, quando entrei na creche que a Francisca frequenta, tive um feeling que aquela seria a escolha certa. O mais importante, pelo menos para mim, não são as instalações, mas sim a forma como somos recebidos, a empatia que estabeleço, ou não, com as pessoas, até porque, no final das contas, são elas que vão lidar com os meus receios, dúvidas e ansiedades. É com elas que vou partilhar e comemorar as conquistas da Francisca. São elas que vão ajudar-me naquela que considero a tarefa mais importante dos pais: fazer os seus filhos felizes! Desta vez, não foi diferente. Chamem-lhe feeling, intuição, empatia..., mas a verdade é que saí de uma das escolas convencida que aquela seria a nossa opção. Mais uma vez, fui conquistada pela qualidade das relações e não pelas instalações. Ela também adorou e, como sempre, conquistou o coração de todos os presentes. Nisto, sai ao pai. Têm os dois uma aptidão social impressionante, adaptam-se com facilidade a qualquer ambiente, adoram ser o centro das atenções, e são muito simpáticos e comunicativos, pelo que conquistam as pessoas rapidamente.

Na entrevista foi-me pedido para descrever a minha filha e não foi tarefa fácil... Como é que se descreve o amor da nossa vida? Aquela criatura que, para nós, mesmo nas suas imperfeições, é perfeita? Esta foi a minha descrição, mas ficou tanto por dizer: 
"É muito sociável, simpática e meiga; inteligente, tem uma óptima memória; bem-disposta, é uma criança muito feliz; nas questões que as pessoas costumam considerar importantes, como a alimentação, o sono... é uma criança fácil, de fácil trato; é muito musical, adora cantar, dançar...; é muito menina, as brincadeiras favoritas dela desenrolam-se à volta daquilo que as pessoas identificam como feminino, como cozinhar, limpar, cuidar dos bebés dela, enfim, role-playing, como é próprio da idade."

Quando vou visitar alguma escola, existem algumas perguntas que faço sempre e que podem ser-vos útil na escolha da escola para os vossos filhos, aqui ficam elas:
- Qual é a rotina das crianças da idade dela, e como é ela se altera conforma a idade?
- O número de funcionários e crianças por sala é respeitado?
- Existe a preocupação de manter alguma estabilidade com o pessoal?
- Há uma enfermeira, ou alguém que saiba prestar primeiros socorros, caso seja necessário?
- Se existirem espaços ao ar livre: Quando é que a criança tem acesso a eles e com quem os partilha?
- Condições de pagamento e gastos adicionais, nomeadamente, mensalidade, prolongamento, alimentação, visitas escolares.
Observem também a higiene e iluminação do espaço, o ruído, a segurança, o estacionamento, e o projecto educativo. Acima de tudo, observem a reacção das pessoas a vocês (pais e criança), e as outras crianças presentes. 


Em Setembro começa uma nova aventura... desejem-nos boa sorte!!!

Este foi um momento Limetree, um momento para mais tarde recordar!

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Será que temos advogada?

Pelo menos, tem um óptimo poder de argumentação. Senão, vejam esta conversa entre pai e filha:

Pai: Francisca, daqui a nada vamos ter de ir fazer ó-ó na tua cama de princesa.
Francisca: Mas, a mãe também é princesa.
Pai: Pois é.
Francisca: A cama da mãe também é cama de princesa. Eu vou dormir na cama da mãe.
Depois, apontou para a fotografia do nosso casamento e disse:
- Olha, é o pai príncipe e a mãe princesa. E viveram felizes para sempre...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

"Trabalho de m...."

A F. adora os cães da família e, felizmente, eu consigo dar-lhe todo o gozo sem nenhum do trabalho :). Mas, no outro dia, quando fomos passear com o Bacon (cão dos avós paternos, que eu apelidei de Lúcifer - porque ele é uma peste e por referência ao gato da Cinderela), ela pisou cocó de cão (é incrível como ainda existem pessoas que não apanham o cocó dos seus cães!) e passámos meia hora a fazer um "trabalho de m....". 


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Francisca e Anita

Anteontem, fui à Fnac e comprei estes dois livros para a F., mas como nesse dia fomos jantar a casa dos avós paternos só lhe dei as prendas ontem, o que veio mesmo a calhar porque, com a ida às urgências, não passámos a noite com ela e, assim, o regresso a casa teve um gosto ainda mais especial.


A reacção foi muito entusiástica aos dois, mas, quando viu a Anita Mamã, teve esta saída:
- "A Anita mamã (repetiu). O bebé já nasceu, já está cá fora. Foi uma história que aconteceu."

Aqui entre nós, a ida ao ballet também está quase, quase para acontecer ;).

Susto#2

Ontem fui às urgências. Estava a andar no El Corte Inglés, no departamento da papelaria (um dos meus vícios), quanto comecei a sentir, outra vez, tonturas que, rapidamente, passaram aquela sensação nada simpática de desmaio. Fui à enfermaria ver a tensão arterial (10-6), portanto, era pouco provável que tivesse sido essa a causa. Fui para casa dos sogros descansar, porque o marido não queria que eu passasse a tarde sozinha (os vossos também ficam super protectores quando vocês estão grávidas?). Estava a tentar dormir e comecei a sentir pontadas localizadas. Não estava preocupada, não achava que fossem contracções, mas com três episódios de quase desmaio e a médica no bloco operatório pensei que seria melhor "prevenir do que remediar", por isso, por descargo de consciência, fui às urgências ver se estava tudo bem com os príncipes. Estão óptimos e muito activos (os médicos queixam-se todos da excessiva vitalidade deles na altura das ecografias porque fica difícil avaliá-los - espero que, cá fora, acalmem e dêem algum descanso à mãe). Também fiz um CTG, que (felizmente!) parecia o Mar Morto. O que as médicas não gostaram nada (entretanto, também encontrei a minha médica): que, grávida de gémeos, tenha ficado tanto tempo sem comer (tomei o pequeno-almoço às 9h30 e só almocei à 13h30), pelo que, avisaram, a partir de agora, tenho (obrigatoriamente!) de comer de 2 em 2 horas (qualquer coisa a ver com um pico). Recado registado. Susto#2 ultrapassado. Que não haja mais nenhum! 



Também aproveitei para perguntar se a sensação de falta de ar e a ausência de forças que ela traz são normais e se há alguma coisa a fazer? Sim e não (com um aviso: vai piorar!).