Cortei o cabelo. Não há tempo, nem paciência, para andar todas as manhãs a tentar dominar este meu cabelo rebelde e encaracolado, por isso, ganhei coragem e mandei cortar.
Aspectos positivos: é mais prático, mais fresco e leve, e deixa-me com um ar mais jovem.
Aspectos negativos: para além de terem exagerado e terem-me deixado com um corte igualzinho ao da Francisca (parecemos gémeas), o facto de ter ficado com um ar mais jovem faz com que receba (ainda mais) olhares inquiridores (por vezes, avançam mesmo para as perguntas) sobre o facto de ser mãe de três. Sinceramente, olhando para as fotos, concordo que não aparento ter 32 anos, mas cheira-me que, lá para a frente, este aspecto mais jovial vai dar muito jeito ;).
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Esta miúda é um espanto!
Nunca se queixa, adapta-se com uma facilidade assustadora às mais diversas circunstâncias, até aquelas que se traduzem em pais ausentes ou menos disponíveis.
Recebe-nos de braços abertos, abraça-nos com uma ternura tal que faz todos os nossos receios e problemas desaparecerem, dá-nos beijos que lavam e refrescam a alma. Tem um sorriso capaz de iluminar qualquer espaço, até nos seus cantos escuros.
Sou completamente apaixonada por esta princesa com quem eu descobri, e continuo a descobrir, a imensidão deste amor que é ser mãe!
Recebe-nos de braços abertos, abraça-nos com uma ternura tal que faz todos os nossos receios e problemas desaparecerem, dá-nos beijos que lavam e refrescam a alma. Tem um sorriso capaz de iluminar qualquer espaço, até nos seus cantos escuros.
Sou completamente apaixonada por esta princesa com quem eu descobri, e continuo a descobrir, a imensidão deste amor que é ser mãe!
domingo, 30 de junho de 2013
Outro Susto! E os Parabéns!
Quinta-feira, ao longo do dia, o António esteve um pouco mais refilão do que o habitual e, para o final do dia, começou a desinteressar-se pela maminha da mãe, o que, num comilão como ele, é sempre sinal de alerta. Mas, podia ser do calor, que também tinha deixado o irmão mais refilão e molengas. No entanto, por volta das cinco da manhã começou a refilar e não parou mais... Depois de alimentado e trocado, dada a chucha, o Areo-om, e algum colo, a resmunguice continuava e alguma coisa na insistência das queixas dele deixou-me alerta, preocupada. Peguei-o ao colo e bastou encostar a testa dele aos meus lábios para saber... febre! Confirmei com o termómetro (38.3 - temperatura rectal). Ligámos para o pediatra, demos-lhe Ben-u-ron, orientámos a família para tratar da Francisca e do Pedro e fomos para o Hospital.
Ele nunca se livrou totalmente das secreções desde a VRS. Mas, disseram-nos que era normal, que ia mesmo durar, que bebés tão pequeninos demoram muito tempo a livrar-se da porcaria. Quando chegámos, fomos vistos pela médica da urgência, que recebeu todo o seu historial. Depois, começou: aerossóis, raio-x... análises ao sangue, uma análise repetida no pezinho, e o diagnóstico: tinha de ficar internado porque estava com uma infecção secundária, uma bactéria oportunista viu que os pulmões dele tinham as condições ideais para desenvolver-se e montou barraca. Foi novamente picado. A indicação era medicação venosa, lavagens nasais e aspirações. Disseram-nos que os valores não estavam muito alterados, que a infecção tinha sido apanhada cedo. Eu assustei-me, chorei, mas falei com a médica sobre os meus receios, respirei fundo e resolvi permanecer positiva (eles precisavam de mim inteira). Ia correr bem (só podia correr bem...) e correu! Voltámos hoje para casa. O António espantou todos (mãe incluída) com a rapidez da sua recuperação. É o meu guerreiro e eu não podia estar mais orgulhosa!
Agora, é voltarmos a instalar-nos na nossa espécie de rotina, que ainda estamos a desenhar, tentar colocar a casa em ordem e aproveitar MUITO os meus filhotes. Que nunca mais seja precisa outra separação (forçada).
Eles, hoje, fazem 2 meses...
Parabéns, meus amores!!!
Ele nunca se livrou totalmente das secreções desde a VRS. Mas, disseram-nos que era normal, que ia mesmo durar, que bebés tão pequeninos demoram muito tempo a livrar-se da porcaria. Quando chegámos, fomos vistos pela médica da urgência, que recebeu todo o seu historial. Depois, começou: aerossóis, raio-x... análises ao sangue, uma análise repetida no pezinho, e o diagnóstico: tinha de ficar internado porque estava com uma infecção secundária, uma bactéria oportunista viu que os pulmões dele tinham as condições ideais para desenvolver-se e montou barraca. Foi novamente picado. A indicação era medicação venosa, lavagens nasais e aspirações. Disseram-nos que os valores não estavam muito alterados, que a infecção tinha sido apanhada cedo. Eu assustei-me, chorei, mas falei com a médica sobre os meus receios, respirei fundo e resolvi permanecer positiva (eles precisavam de mim inteira). Ia correr bem (só podia correr bem...) e correu! Voltámos hoje para casa. O António espantou todos (mãe incluída) com a rapidez da sua recuperação. É o meu guerreiro e eu não podia estar mais orgulhosa!
Agora, é voltarmos a instalar-nos na nossa espécie de rotina, que ainda estamos a desenhar, tentar colocar a casa em ordem e aproveitar MUITO os meus filhotes. Que nunca mais seja precisa outra separação (forçada).
Eles, hoje, fazem 2 meses...
Parabéns, meus amores!!!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Ando Desaparecida!...
... Pois ando, mas não está a dar para ser doutra forma. Eles estão a crescer e começam a ficar mais exigentes. Entre refeições, fraldas, dormidas, banhos, e birras tem-me sido difícil encontrar tempo para passar por aqui, mas faz-me falta. Este é o meu espaço (por aqui estou só e, ao mesmo tempo, acompanhada), em que paro para pensar, desabafar e agradecer.
O que está diferente?
A F. está mais segura no seu papel de primogénita e irmã mais velha, protectora e amorosa ("Eu sou a mana mais velha. Eu ajudo muito, não é, mamã?"). Não permite que os pais demorem a responder ao choro dos irmãos ("Mãe/Pai, olha os miúdos!"), "refilem" porque eles estão um pouco mais exigentes do que o habitual ("António, tu hoje estás um bocadinho chato." "Não, mãe, o mano não é chato. É fofinho. Não zanga com ele, está bem? Ele fica triste e depois chora."), professa, com orgulho e enlevada, o amor que sente por eles ("Eu gosto tanto dos meus maninhos. Eles são tão fofinhos."), e tem inúmeras demonstrações de afecto (pede para dar colo, beijinhos e festinhas).
O A. e o P. estão mais atentos ao mundo que os rodeia, focam o olhar no nosso, ensaiam o primeiro sorriso, e reclamam por tudo aquilo a que tem direito (colo incluído) com mais convicção. Ah! E formaram o seu próprio sindicato, uma verdadeira frente unida. Se um chora e não é prontamente atendido, o outro também reclama a falta de resposta ao pedido do irmão. Neste momento, tenho dois sindicalistas, muito convictos e cientes, a reclamar pelos seus direitos, que, de uma forma geral, passam pelo direito à paparoca, fralda limpa, chucha e ao colo (sim! esta mãe de três, apesar de ter prometido que, desta volta, seria diferente, não resistiu, habituou-os ao colo e, agora, está basicamente tramada). Cheira-me que vou sair destes primeiros meses com um curso superior em malabarismo, tais são as posições estrambólicas a que me obrigo a estar para resposta a dois bebés e apenas um colo.
Entretanto, já desenvolvi algum calo ao choro deles, mas pouco. Não consigo (nem quero!) deixá-los a chorar. Não percebo a corrente que defende o poder e a necessidade de habituar as crianças a acalmarem-se sozinhas, deixando-as a chorar.* Temos de aumentar, gradualmente, e de acordo com a idade, o tempo de resposta aos estímulos que eles emitem? Sim. Mas, devemos, especialmente nestas idades, deixar de dar-lhes resposta, deixando-os a chorar? Não. Como pais/educadores, podemos sempre sempre seguir o caminho que nos parecer mais correcto e adequado, mas não acredito em deixar uma criança de colo a chorar (em certas situações, como a birra, ignorar o comportamento pode ser o mais adequado, mas estamos a falar doutras idades e, portanto, doutros recursos para gerir a frustração e ansiedade que esta ausência de resposta por parte dos pais acarreta). A base de qualquer relação saudável é a confiança e a confiança deles em nós passa por encontrarem resposta, pronta e adequada, às suas necessidades, que não são apenas básicas, mas também emocionais. Desta vez, sou mais funcional do que desejaria (com gémeos não há tempo ou recursos para ser doutra forma), mas não abdico da parte emocional (aquilo que maioria das pessoas intitula de mimo). Vão-me avisando que vou pagar a factura, que eles vão ficar mal-habituados, mas não conheço nenhuma criança/adolescente/adulto que tenha ido parar ao psicólogo/psiquiatra por excesso de ternura, já por falta dela...
O que está diferente?
A F. está mais segura no seu papel de primogénita e irmã mais velha, protectora e amorosa ("Eu sou a mana mais velha. Eu ajudo muito, não é, mamã?"). Não permite que os pais demorem a responder ao choro dos irmãos ("Mãe/Pai, olha os miúdos!"), "refilem" porque eles estão um pouco mais exigentes do que o habitual ("António, tu hoje estás um bocadinho chato." "Não, mãe, o mano não é chato. É fofinho. Não zanga com ele, está bem? Ele fica triste e depois chora."), professa, com orgulho e enlevada, o amor que sente por eles ("Eu gosto tanto dos meus maninhos. Eles são tão fofinhos."), e tem inúmeras demonstrações de afecto (pede para dar colo, beijinhos e festinhas).
O A. e o P. estão mais atentos ao mundo que os rodeia, focam o olhar no nosso, ensaiam o primeiro sorriso, e reclamam por tudo aquilo a que tem direito (colo incluído) com mais convicção. Ah! E formaram o seu próprio sindicato, uma verdadeira frente unida. Se um chora e não é prontamente atendido, o outro também reclama a falta de resposta ao pedido do irmão. Neste momento, tenho dois sindicalistas, muito convictos e cientes, a reclamar pelos seus direitos, que, de uma forma geral, passam pelo direito à paparoca, fralda limpa, chucha e ao colo (sim! esta mãe de três, apesar de ter prometido que, desta volta, seria diferente, não resistiu, habituou-os ao colo e, agora, está basicamente tramada). Cheira-me que vou sair destes primeiros meses com um curso superior em malabarismo, tais são as posições estrambólicas a que me obrigo a estar para resposta a dois bebés e apenas um colo.
Entretanto, já desenvolvi algum calo ao choro deles, mas pouco. Não consigo (nem quero!) deixá-los a chorar. Não percebo a corrente que defende o poder e a necessidade de habituar as crianças a acalmarem-se sozinhas, deixando-as a chorar.* Temos de aumentar, gradualmente, e de acordo com a idade, o tempo de resposta aos estímulos que eles emitem? Sim. Mas, devemos, especialmente nestas idades, deixar de dar-lhes resposta, deixando-os a chorar? Não. Como pais/educadores, podemos sempre sempre seguir o caminho que nos parecer mais correcto e adequado, mas não acredito em deixar uma criança de colo a chorar (em certas situações, como a birra, ignorar o comportamento pode ser o mais adequado, mas estamos a falar doutras idades e, portanto, doutros recursos para gerir a frustração e ansiedade que esta ausência de resposta por parte dos pais acarreta). A base de qualquer relação saudável é a confiança e a confiança deles em nós passa por encontrarem resposta, pronta e adequada, às suas necessidades, que não são apenas básicas, mas também emocionais. Desta vez, sou mais funcional do que desejaria (com gémeos não há tempo ou recursos para ser doutra forma), mas não abdico da parte emocional (aquilo que maioria das pessoas intitula de mimo). Vão-me avisando que vou pagar a factura, que eles vão ficar mal-habituados, mas não conheço nenhuma criança/adolescente/adulto que tenha ido parar ao psicólogo/psiquiatra por excesso de ternura, já por falta dela...
* Lamento informar, mas elas não se acalmam, desistem, o que é inteiramente diferente.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Diferença entre Banhos
Diferença entre um banho de espuma antes e depois de ter filhos...
Antes:
Água quente, sais de banho, muita espuma, música de fundo, uma vela, o seu aroma a baunilha, e meia hora de relaxamento total.
Depois:
Água quente e alguma espuma (não há energia nem tempo para mais preparos); a primogénita irrompe pela casa de banho adentro e pergunta, insistentemente, "O que estás a fazer, mamã?", enquanto faz uma montanha de espuma na minha cabeça; o marido segue-a para fazer perguntas tão brilhantes como "O refogado para o arroz leva cebola?"; os gémeos berram no quarto ao lado... A mãe desiste do banho e sai da banheira mais derrotada e stressada do que entrou.
Antes:
Água quente, sais de banho, muita espuma, música de fundo, uma vela, o seu aroma a baunilha, e meia hora de relaxamento total.
Depois:
Água quente e alguma espuma (não há energia nem tempo para mais preparos); a primogénita irrompe pela casa de banho adentro e pergunta, insistentemente, "O que estás a fazer, mamã?", enquanto faz uma montanha de espuma na minha cabeça; o marido segue-a para fazer perguntas tão brilhantes como "O refogado para o arroz leva cebola?"; os gémeos berram no quarto ao lado... A mãe desiste do banho e sai da banheira mais derrotada e stressada do que entrou.
terça-feira, 11 de junho de 2013
A Sonhar...
... Com o bom tempo e a altura em que vou voltar a caber nestas criações maravilhosas da Sardina.
A marca é nova, 100% portuguesa e vale mesmo a pena conhecer.
E sim, mamãs, também têm fatos-de-banho ;).
A marca é nova, 100% portuguesa e vale mesmo a pena conhecer.
E sim, mamãs, também têm fatos-de-banho ;).
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Ainda sobre a Amamentação...
A última vez que falei sobre o tema o leite estava a secar por falta de estimulação. Neste momento, consigo, praticamente com exclusividade, amamentar os gémeos, mas tenho de recorrer à bomba eléctrica (com o nariz entupido eles ficam muito cansados para vir ao peito).
Embora continue a defender a minha anterior posição, tenho de reconhecer que durante o episódio de bronquiolite deles foi um alívio saber que estava a passar-lhe algumas das minhas defesas. Fez-me sentir menos impotente (e esse sentimento está sempre presente quando vemos os nossos filhos doentes).
Para quem QUER amamentar, aqui ficam algumas dicas (atenção!: não sou nenhuma especialista, na verdade, até posso estar a dizer alguns disparates, mas, pela minha experiência pessoal, estas dicas são úteis para contornar alguns problemas e acalmar alguns receios):
Embora continue a defender a minha anterior posição, tenho de reconhecer que durante o episódio de bronquiolite deles foi um alívio saber que estava a passar-lhe algumas das minhas defesas. Fez-me sentir menos impotente (e esse sentimento está sempre presente quando vemos os nossos filhos doentes).
Para quem QUER amamentar, aqui ficam algumas dicas (atenção!: não sou nenhuma especialista, na verdade, até posso estar a dizer alguns disparates, mas, pela minha experiência pessoal, estas dicas são úteis para contornar alguns problemas e acalmar alguns receios):
- Não introduzir (se possível) o biberão ou a chucha durante os primeiros dias de vida do bebé.
- Beber muita água (cerca de 2L por dia).
- Se o leite começar a secar, a dica anterior ganha especial relevância, fazer uso do Promil (no meu caso, foi eficaz), e estimular a produção, colocando o bebé mais vezes ao peito ou fazendo uso da bomba.
- Se o leite produzido for insuficiente ou se o bebé não fizer a estimulação necessária, utilizar a bomba.
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| A que estou a utilizar agora é da Philips Avent. A anterior era da Medela e, sinceramente, entre ambas, prefiro esta - é mais delicada para os mamilos e gosto das funções que apresenta.
Nota: Algumas mães recentes de gémeos têm-me pedido conselhos sobre alguns aspectos práticos. Ainda ando a acertar agulhas, mas prometo voltar em breve com algumas dicas.
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