quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Momentos assim...

Ultimamente, a Francisca tem sido a minha grande companhia. O pai tem chegado tarde do trabalho e, depois do jantar, volta para o computador para continuar a trabalhar madrugada fora. Por isso, nós, as meninas da casa, estamos mais companheiras e cúmplices do que nunca. 
Sempre sonhei ter uma menina, identificava-me com aquele universo cor de rosa, e tudo o que ele representava, mas não sabia que ia ser tão delicioso! E ela é tão coquete! Adora cantar e dançar, o mundo das princesas e das fadas, os vestidos, as golas e os folhos, os sapatos e os laços, o universo do "faz de conta", em que limpa, cozinha e cuida do seu bebé. Enfim, identifica-se com tudo aquilo que, tipicamente, atribuímos ao universo feminino. Dou por mim a olhar para ela, para os seus olhos grandes e pestanudos, as suas bochechas redondas e rosadas, a sua boca grossa e desenhada, e os seus cabelos claros e ondulados e penso: "Mas, como é que eu tive tanta sorte?". Ela é tão mimosa, melosa e doce! Sempre me disseram que as filhas são mais dos pais do que das mães, mas ela continua a ser mais minha do que do pai. Embora a relação entre os dois seja deliciosa, é o meu colo que quer quando está doente ou magoada, é nele que quer adormecer, e é o meu mimo que procura quando dele precisa. Temos momentos de ternura deliciosos: quando ela chega da escola e declara que teve saudades minhas; quando professa o seu amor; quando segura o meu rosto nas suas mãos, delicadas e rechonchudas, contemplando-o e beijando-o; quando encosta o seu ouvido ao meu peito para ouvir o batimento cardíaco, que já conhece tão bem; quando, aninhada no meu regaço, vemos, cúmplices e sonhadoras, as histórias da Maria e do Miguel, ou outras que conhecemos da nossa infância comum, enquanto ela refila com as bruxas e madrastas, que classifica como "feias e más"; quando faz "festinhas" no meu cabelo, naqueles movimentos delicados que decorou dos meus gestos; quando, a meio do banho, pede um abraço, numa urgência que só ela conhece; quando, ao cantar e dançar, pede companhia e aplauso; quando, entusiasmada com as suas conquistas, pede elogios e reconhecimento; entre tantos outros... São momentos assim que dão colorido à nossa vida e reforçam a minha certeza: ser mãe é a melhor coisa do mundo e eu sou uma privilegiada!!!
Estes são momentos Limetree, momentos para mais tarde recordar...

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