domingo, 30 de junho de 2013

Outro Susto! E os Parabéns!

Quinta-feira, ao longo do dia, o António esteve um pouco mais refilão do que o habitual e, para o final do dia, começou a desinteressar-se pela maminha da mãe, o que, num comilão como ele, é sempre sinal de alerta. Mas, podia ser do calor, que também tinha deixado o irmão mais refilão e molengas. No entanto, por volta das cinco da manhã começou a refilar e não parou mais... Depois de alimentado e trocado, dada a chucha, o Areo-om, e algum colo, a resmunguice continuava e alguma coisa na insistência das queixas dele deixou-me alerta, preocupada. Peguei-o ao colo e bastou encostar a testa dele aos meus lábios para saber... febre! Confirmei com o termómetro (38.3 - temperatura rectal). Ligámos para o pediatra, demos-lhe Ben-u-ron, orientámos a família para tratar da Francisca e do Pedro e fomos para o Hospital. 

Ele nunca se livrou totalmente das secreções desde a VRS. Mas, disseram-nos que era normal, que ia mesmo durar, que bebés tão pequeninos demoram muito tempo a livrar-se da porcaria. Quando chegámos, fomos vistos pela médica da urgência, que recebeu todo o seu historial. Depois, começou: aerossóis, raio-x... análises ao sangue, uma análise repetida no pezinho, e o diagnóstico: tinha de ficar internado porque estava com uma infecção secundária, uma bactéria oportunista viu que os pulmões dele tinham as condições ideais para desenvolver-se e montou barraca. Foi novamente picado. A indicação era medicação venosa, lavagens nasais e aspirações. Disseram-nos que os valores não estavam muito alterados, que a infecção tinha sido apanhada cedo. Eu assustei-me, chorei, mas falei com a médica sobre os meus receios, respirei fundo e resolvi permanecer positiva (eles precisavam de mim inteira). Ia correr bem (só podia correr bem...) e correu! Voltámos hoje para casa. O António espantou todos (mãe incluída) com a rapidez da sua recuperação. É o meu guerreiro e eu não podia estar mais orgulhosa! 

Agora, é voltarmos a instalar-nos na nossa espécie de rotina, que ainda estamos a desenhar, tentar colocar a casa em ordem e aproveitar MUITO os meus filhotes. Que nunca mais seja precisa outra separação (forçada).

Eles, hoje, fazem 2 meses...
Parabéns, meus amores!!!



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ando Desaparecida!...

... Pois ando, mas não está a dar para ser doutra forma. Eles estão a crescer e começam a ficar mais exigentes. Entre refeições, fraldas, dormidas, banhos, e birras tem-me sido difícil encontrar tempo para passar por aqui, mas faz-me falta. Este é o meu espaço (por aqui estou só e, ao mesmo tempo, acompanhada), em que paro para pensar, desabafar e agradecer. 

O que está diferente?
A F. está mais segura no seu papel de primogénita e irmã mais velha, protectora e amorosa ("Eu sou a mana mais velha. Eu ajudo muito, não é, mamã?"). Não permite que os pais demorem a responder ao choro dos irmãos ("Mãe/Pai, olha os miúdos!"), "refilem" porque eles estão um pouco mais exigentes do que o habitual ("António, tu hoje estás um bocadinho chato." "Não, mãe, o mano não é chato. É fofinho. Não zanga com ele, está bem? Ele fica triste e depois chora."), professa, com orgulho e enlevada, o amor que sente por eles ("Eu gosto tanto dos meus maninhos. Eles são tão fofinhos."), e tem inúmeras demonstrações de afecto (pede para dar colo, beijinhos e festinhas). 

O A. e o P. estão mais atentos ao mundo que os rodeia, focam o olhar no nosso, ensaiam o primeiro sorriso, e reclamam por tudo aquilo a que tem direito (colo incluído) com mais convicção. Ah! E formaram o seu próprio sindicato, uma verdadeira frente unida. Se um chora e não é prontamente atendido, o outro também reclama a falta de resposta ao pedido do irmão. Neste momento, tenho dois sindicalistas, muito convictos e cientes, a reclamar pelos seus direitos, que, de uma forma geral, passam pelo direito à paparoca, fralda limpa, chucha e ao colo (sim! esta mãe de três, apesar de ter prometido que, desta volta, seria diferente, não resistiu, habituou-os ao colo e, agora, está basicamente tramada). Cheira-me que vou sair destes primeiros meses com um curso superior em malabarismo, tais são as posições estrambólicas a que me obrigo a estar para resposta a dois bebés e apenas um colo. 

Entretanto, já desenvolvi algum calo ao choro deles, mas pouco. Não consigo (nem quero!) deixá-los a chorar. Não percebo a corrente que defende o poder e a necessidade de habituar as crianças a acalmarem-se sozinhas, deixando-as a chorar.* Temos de aumentar, gradualmente, e de acordo com a idade, o tempo de resposta aos estímulos que eles emitem? Sim. Mas, devemos, especialmente nestas idades, deixar de dar-lhes resposta, deixando-os a chorar? Não. Como pais/educadores, podemos sempre sempre seguir o caminho que nos parecer mais correcto e adequado, mas não acredito em deixar uma criança de colo a chorar (em certas situações, como a birra, ignorar o comportamento pode ser o mais adequado, mas estamos a falar doutras idades e, portanto, doutros recursos para gerir a frustração e ansiedade que esta ausência de resposta por parte dos pais acarreta). A base de qualquer relação saudável é a confiança e a confiança deles em nós passa por encontrarem resposta, pronta e adequada, às suas necessidades, que não são apenas básicas, mas também emocionais. Desta vez, sou mais funcional do que desejaria (com gémeos não há tempo ou recursos para ser doutra forma), mas não abdico da parte emocional (aquilo que maioria das pessoas intitula de mimo). Vão-me avisando que vou pagar a factura, que eles vão ficar mal-habituados, mas não conheço nenhuma criança/adolescente/adulto que tenha ido parar ao psicólogo/psiquiatra por excesso de ternura, já por falta dela...




* Lamento informar, mas elas não se acalmam, desistem, o que é inteiramente diferente. 

The Bubble no Facebook

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Diferença entre Banhos

Diferença entre um banho de espuma antes e depois de ter filhos...

Antes:

Água quente, sais de banho, muita espuma, música de fundo, uma vela, o seu aroma a baunilha, e meia hora de relaxamento total.

Depois:

Água quente e alguma espuma (não há energia nem tempo para mais preparos); a primogénita irrompe pela casa de banho adentro e pergunta, insistentemente, "O que estás a fazer, mamã?", enquanto faz uma montanha de espuma na minha cabeça; o marido segue-a para fazer perguntas tão brilhantes como "O refugado para o arroz leva cebola?"; os gémeos berram no quarto ao lado... A mãe desiste do banho e sai da banheira mais derrotada e stressada do que entrou.


terça-feira, 11 de junho de 2013

A Sonhar...

... Com o bom tempo e a altura em que vou voltar a caber nestas criações maravilhosas da Sardina.





A marca é nova, 100% portuguesa e vale mesmo a pena conhecer.

E sim, mamãs, também têm fatos-de-banho ;).

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ainda sobre a Amamentação...

A última vez que falei sobre o tema o leite estava a secar por falta de estimulação. Neste momento, consigo, praticamente com exclusividade, amamentar os gémeos, mas tenho de recorrer à bomba eléctrica (com o nariz entupido eles ficam muito cansados para vir ao peito). 

Embora continue a defender a minha anterior posição, tenho de reconhecer que durante o episódio de bronquiolite deles foi um alívio saber que estava a passar-lhe algumas das minhas defesas. Fez-me sentir menos impotente (e esse sentimento está sempre presente quando vemos os nossos filhos doentes). 

Para quem QUER amamentar, aqui ficam algumas dicas (atenção!: não sou nenhuma especialista, na verdade, até posso estar a dizer alguns disparates, mas, pela minha experiência pessoal, estas dicas são úteis para contornar alguns problemas e acalmar alguns receios):

  • Não introduzir (se possível) o biberão ou a chucha durante os primeiros dias de vida do bebé.
  • Beber muita água (cerca de 2L por dia).
  • Se o leite começar a secar, a dica anterior ganha especial relevância, fazer uso do Promil (no meu caso, foi eficaz), e estimular a produção, colocando o bebé mais vezes ao peito ou fazendo uso da bomba.
  • Se o leite produzido for insuficiente ou se o bebé não fizer a estimulação necessária, utilizar a bomba.
A que estou a utilizar agora é da Philips Avent.
A anterior era da Medela e, sinceramente, entre ambas, prefiro esta - é mais delicada para os mamilos e gosto das funções que apresenta.

  • Quando o leite subir, para evitar caroços ou mastites e porque, por norma, o bebé ainda não consegue resolver a questão sozinho, utilizar a bomba (aqui, é importante retirar apenas o suficiente para ficarem aliviadas, uma vez que a bomba estimula a produção), massajar o peito, fazer uso do quente (duches de água quente, sacos de água quente ou sacos de gel), e usar spray de ocitocina (Syntocinon) 2 a 5 minutos antes de cada mamada para ajudar o leite fluir com maior facilidade.
  • Utilizar um dos peitos até o bebé ficar satisfeito (no início da mamada, o leite é mais aguado e rico em lactose e, para o final, mais espesso e rico em gordura) e só depois oferecer o outro (depois de colocar o bebé para arrotar). Se o bebé não quiser continuar a mamar, é provável que já esteja satisfeito.
  • O intervalo entre mamadas começa a partir do momento em que colocam o bebé ao peito e não no final da mamada (até aos dois meses, o meu pediatra recomenda que, durante o dia, o intervalo não seja superior a 3-4 horas e, durante a noite, a 5-6 horas, mas devem aconselhar-se com o vosso pediatra, já que existem algumas variáveis a serem tidas em conta).
  • A duração de cada mamada varia muito de bebé para bebé (a F., por exemplo, demorava imenso tempo ao peito - cerca de 30 minutos -, e os gémeos ficam satisfeitos após apenas 10 minutos), por isso, não fiquem ansiosas.
  • Se os mamilos criarem fissuras, utilizar o próprio leite, aplicando-o nos mamilos, e deixando secar ao ar livre. Quanto a cremes, na minha opinião, o da Lansinoh é o melhor (o da Medela tem a mesma constituição - lanolina -, mas tem cor - é amarelo - e deixa marcas).




Nota: Algumas mães recentes de gémeos têm-me pedido conselhos sobre alguns aspectos práticos. Ainda ando a acertar agulhas, mas prometo voltar em breve com algumas dicas. 

The Bubble no Facebook

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Home Sweet Home...

Por esta altura (espero ;)), já tinham dado pela minha falta...

Pois é, infelizmente, andei desaparecida. Os gémeos tiveram de ser internados (apanharam uma bronquiolite causada pelo V.S.R.) e deixou de existir disponibilidade (e, confesso, vontade) de passar por aqui (estava muito ocupada a lamber as crias). Foi um grande susto, mas, felizmente, as coisas estão a correr pelo melhor e eles estão a melhorar a olhos vistos.

Depois de seis dias no hospital, esta palavra nunca teve tanto significado...

Home Sweet Home!!!